Sou fã do diretor Terry Gilliam graças ao filme Os Doze Macacos, que é um dos meus preferidos, e também pela sua partição no grupo de humor Monty Python. Resolvi assistir ao amado por uns e odiado por muitos Medo e Delirio. Depois de quase duas horas perdidas me incluo no segundo grupo.
O filme tem uma história fragil. Tão frágil que parece não existir. Na verdade ele é um amontoado de situações repetitivas, ambientadas em cenários grotescos e sujos, em que dois sujeitos disputam um campeonato para ver quem consegue usar mais tipos drogas e ficar o mais chapado possível. Tem uma ou outra cena engraçada, graças a Benicio Del Toro e principalmente Johnny Depp, mas só isso não basta para fazer com o que o filme tenha algum sentido em ter sido feito.
Medo e Delirio não é um filme que toma uma posição em relação ao uso das drogas. Ele não mostra os prazeres momentaneos que elas geram, e nem todos os problemas relacionado a elas -algo feito com extrema qualidade em Réquiem para um Sonho-. O filme quer apenas captar o que sente alguém sob efeito de LSD, maconha, alcool, cocaina... Só que Terry Gilliam não consegue fazer isso de uma maneira satisfatória, como Danny Boyle conseguiu em Trainspotting, filme que tem personagens e uma história de verdade.
Nota: 51
30.5.07
16.5.07
eles gostam de sangue...
Hooligans, 2005
Lexi Alexander
Depois de assistir os 105 minutos desse filme entendemos pq ele foi lançado no Brasil direto em DVD, sem passar pelo cinema. Hooligans é um filme regular, que alterna bons momentos com momentos ridiculos.
Ele basicamente mostra a rotina dos torcedores ingleses esquentadinhos, que antes de irem aos jogos do seu time passam horas em pubs, enchendo a cara, e depois dos jogos vão em busca dos torcedores do time adversário para fazer um tipo de clube da luta. Sair dessas sessões de briga com escoriações é motivo de orgulho, é uma maneira de sentir que se está fazendo parte do grupo. Essa é a parte boa do filme, pois todos nós sabemos que esse estilo de vida é muito comum em países como Inglaterra, Argentina e é claro o nosso Brasil (aqui o negócio é muito mais violento, é claro) e ver isso retratado na telinha é interessante.(seria melhor se fosse em forma de critica, mas não é bem isso oq ocorre aqui)
O ruim é que, nem por um momento, tenta-se explicar os motivos que levam as pessoas a agirem dessa forma. O ódio que os torcedores rivais sentem um pelos outros é enorme. Vários são os encontros entre eles que acabam com corpos estirados no chão, aliás, são tantos "encontros" que se torna repetitivo, apesar das brigas serem bem filmadas, bem reais. É fato que ninguém consegue compreender e explicar o amor que alguém sente pelo seu time de coração, e nem a vontade que se tem de encher um torcedor adversário de porrada. Seria pretensioso demais o filme tentar responder essas questões, mas ele poderia ter algum personagem que fizesse algum questionamento, do tipo: "Cacete, pq estamos batendo nesses caras?".
Outra coisa que incomoda são os inumeros cliches, e as atitudes totalmente inacreditaveis que uma personagem específica toma, que acaba se tornando pateticamente constrangedor.
De qualquer forma, serve para assistir uma vez... pra passar o tempo.
Lexi Alexander
Depois de assistir os 105 minutos desse filme entendemos pq ele foi lançado no Brasil direto em DVD, sem passar pelo cinema. Hooligans é um filme regular, que alterna bons momentos com momentos ridiculos.
Ele basicamente mostra a rotina dos torcedores ingleses esquentadinhos, que antes de irem aos jogos do seu time passam horas em pubs, enchendo a cara, e depois dos jogos vão em busca dos torcedores do time adversário para fazer um tipo de clube da luta. Sair dessas sessões de briga com escoriações é motivo de orgulho, é uma maneira de sentir que se está fazendo parte do grupo. Essa é a parte boa do filme, pois todos nós sabemos que esse estilo de vida é muito comum em países como Inglaterra, Argentina e é claro o nosso Brasil (aqui o negócio é muito mais violento, é claro) e ver isso retratado na telinha é interessante.(seria melhor se fosse em forma de critica, mas não é bem isso oq ocorre aqui)
O ruim é que, nem por um momento, tenta-se explicar os motivos que levam as pessoas a agirem dessa forma. O ódio que os torcedores rivais sentem um pelos outros é enorme. Vários são os encontros entre eles que acabam com corpos estirados no chão, aliás, são tantos "encontros" que se torna repetitivo, apesar das brigas serem bem filmadas, bem reais. É fato que ninguém consegue compreender e explicar o amor que alguém sente pelo seu time de coração, e nem a vontade que se tem de encher um torcedor adversário de porrada. Seria pretensioso demais o filme tentar responder essas questões, mas ele poderia ter algum personagem que fizesse algum questionamento, do tipo: "Cacete, pq estamos batendo nesses caras?".
Outra coisa que incomoda são os inumeros cliches, e as atitudes totalmente inacreditaveis que uma personagem específica toma, que acaba se tornando pateticamente constrangedor.
De qualquer forma, serve para assistir uma vez... pra passar o tempo.
7.5.07
só pra complementar o post anterior
FRIDAY NIGHT LIGHTS

Que maravilha de episódio-piloto. Fazia tempo que eu não me emocionava tanto com um seriado. Friday Night Lights é sobre futebol americano(meu segundo esporte preferido) e
também sobre o comportamento de jovens americanos que buscam no esporte o futuro da suas vidas. FNL pode parecer meio novelesco, mas como a qualidade é enorme isso não tem importância. Não sei qual é o melhor PILOTO que eu já vi: Do Lost, do Black Donellys ou do FNL. Díficil.
Aliás, díficil é a cena final do episódio. Estamos diante do fim do sonho de uma pessoa, do fim de uma vida inteira que poderia acontecer, mas não vai. Enfim, no término de muitas coisas, mas no ínicio de um grande seriado.
Filosofia cliche de auto ajuda? Talvez, mas esse diálogo do treinador é comovente e sincero (e acompanhado de uma excelente trilha sonora e de um acontecimento extremamente dramatico é capaz de fazer derramar lágrimas de muitas pessoas):
Estamos todos reunidos aqui esta noite com a coragem para lembrar que a vida é muito frágil. Somos todos vulneráveis. E todos nós, em algum ponto de nossas vidas, caímos. Nos todos vamos cair. Devemos carregar isso em nossos corações, que o que temos é especial, que pode ser tomado de nós e quando é tomado de nós... seremos testados. Seremos testados em nossas almas. Estamos sendo testados agora mesmo. E nesses tempos... essa dor... nos permite descobrir mais sobre nós mesmos.
Aliás, díficil é a cena final do episódio. Estamos diante do fim do sonho de uma pessoa, do fim de uma vida inteira que poderia acontecer, mas não vai. Enfim, no término de muitas coisas, mas no ínicio de um grande seriado.
Filosofia cliche de auto ajuda? Talvez, mas esse diálogo do treinador é comovente e sincero (e acompanhado de uma excelente trilha sonora e de um acontecimento extremamente dramatico é capaz de fazer derramar lágrimas de muitas pessoas):
Estamos todos reunidos aqui esta noite com a coragem para lembrar que a vida é muito frágil. Somos todos vulneráveis. E todos nós, em algum ponto de nossas vidas, caímos. Nos todos vamos cair. Devemos carregar isso em nossos corações, que o que temos é especial, que pode ser tomado de nós e quando é tomado de nós... seremos testados. Seremos testados em nossas almas. Estamos sendo testados agora mesmo. E nesses tempos... essa dor... nos permite descobrir mais sobre nós mesmos.
6.5.07
seriados!
Eu tinha vários pilotos de séries pra assistir e depois decidir se continuaria assistindo ou não. Vi alguns e vou fazer pequenos comentários a respeito deles.
THE TUDORS

Seriados de época quando bem produzidos são muito interessantes. Gostei do que vi no episódio-piloto. Com atores talentosos, a história é focada em Henrique VIII e seus relacionamentos com os nobres e com as mulheres. Mas ao que tudo indica, a série não fica apenas nesse ambito pessoal, mostrando também toda a dificuldade em governar a Inglaterra e também os acontecimentos importantes que fizeram o monarca virar um dos nomes mais famosos da história do Reino Unido.
- APROVADA. Continuarei assistindo.
ROBIND HOOD

Foi razoalvemente legal assistir, mas esse piloto apresentou várias falhas que provavelmente vão existir por toda a temporada, como o fato do personagem principal jamais soar convincente nas ações que toma. Ele é quase q um intocável e eu não conseguia engolir isso em nenhuma cena. Também não gostei do humor exagerado e o do fato do seriado não conseguir criar uma atmosfera que nos faça sentir no século XII.
- REPROVADA. Não vou mais assistir.
MASTERS OF HORROR

Série de terror cujos episódios são independentes, quer dizer, cada um tem COMEÇO, MEIO e FIM. Uma idéia interessante, certo? Pois é, o problema foi a péssima qualidade do primeiro episódio. O diretor achou que pra cliar um clima de tensão bastava ambientar a história numa floresta, a noite, com muita chuva e trovões. Em nenhum momento eu fui capaz de me importar com a personagem principal. Têm uma ou outra cena gore interessante, mas só isso não segura essa bomba. Os flashbacks que mostram o relacionamento da personagem principal com seu marido é patético e desprovido de qualquer sentido. Detalhe que esse primeiro episódio era o que tinha a segunda maior nota no site IMDB dos 13 episódios no total. Dá pra sentir a pressão, né?
- VEEMENTEMENTE REPROVADA. Vou passar longe.
MY NAME IS EARL

Não sou muito fã de comédias mas essa foi realmente engraçada. Jason Lee é um excelente ator e provou isso mais uma vez, criando agora um personagem muito cativante. Earl é um cara que só se de mal. Ele chegou a conclusão que isso acontece pq ele não faz nada de bom, então para mudar o seu "carma" ele decide consertar tudo de errado que fez no passado. A idéia é boa, a série é muito engraçada, mas acho que pode acabar enjoando rápido demais.
- APROVADA. Mas não vou ver pq em todos os sites q eu conheço os episódios estão hospedados no Megaupload.
30 Rock

Série muito badalada e a julgar pelo episódio-piloto me pareceu um pouquinho superestimada. Claro que Alec Baldwin está excelente no seu papel, e é claro que os diálogos sutil e ironicamente afiados, como esse: "Its not HBO, Its TV", fazendo um trocadilho com o slogan do canal HBO, são engraçados, mas eu fiquei com uma sensação de que faltava algo.
THE TUDORS

Seriados de época quando bem produzidos são muito interessantes. Gostei do que vi no episódio-piloto. Com atores talentosos, a história é focada em Henrique VIII e seus relacionamentos com os nobres e com as mulheres. Mas ao que tudo indica, a série não fica apenas nesse ambito pessoal, mostrando também toda a dificuldade em governar a Inglaterra e também os acontecimentos importantes que fizeram o monarca virar um dos nomes mais famosos da história do Reino Unido.
- APROVADA. Continuarei assistindo.
ROBIND HOOD

Foi razoalvemente legal assistir, mas esse piloto apresentou várias falhas que provavelmente vão existir por toda a temporada, como o fato do personagem principal jamais soar convincente nas ações que toma. Ele é quase q um intocável e eu não conseguia engolir isso em nenhuma cena. Também não gostei do humor exagerado e o do fato do seriado não conseguir criar uma atmosfera que nos faça sentir no século XII.
- REPROVADA. Não vou mais assistir.
MASTERS OF HORROR

Série de terror cujos episódios são independentes, quer dizer, cada um tem COMEÇO, MEIO e FIM. Uma idéia interessante, certo? Pois é, o problema foi a péssima qualidade do primeiro episódio. O diretor achou que pra cliar um clima de tensão bastava ambientar a história numa floresta, a noite, com muita chuva e trovões. Em nenhum momento eu fui capaz de me importar com a personagem principal. Têm uma ou outra cena gore interessante, mas só isso não segura essa bomba. Os flashbacks que mostram o relacionamento da personagem principal com seu marido é patético e desprovido de qualquer sentido. Detalhe que esse primeiro episódio era o que tinha a segunda maior nota no site IMDB dos 13 episódios no total. Dá pra sentir a pressão, né?
- VEEMENTEMENTE REPROVADA. Vou passar longe.
MY NAME IS EARL
Não sou muito fã de comédias mas essa foi realmente engraçada. Jason Lee é um excelente ator e provou isso mais uma vez, criando agora um personagem muito cativante. Earl é um cara que só se de mal. Ele chegou a conclusão que isso acontece pq ele não faz nada de bom, então para mudar o seu "carma" ele decide consertar tudo de errado que fez no passado. A idéia é boa, a série é muito engraçada, mas acho que pode acabar enjoando rápido demais.
- APROVADA. Mas não vou ver pq em todos os sites q eu conheço os episódios estão hospedados no Megaupload.
30 Rock

Série muito badalada e a julgar pelo episódio-piloto me pareceu um pouquinho superestimada. Claro que Alec Baldwin está excelente no seu papel, e é claro que os diálogos sutil e ironicamente afiados, como esse: "Its not HBO, Its TV", fazendo um trocadilho com o slogan do canal HBO, são engraçados, mas eu fiquei com uma sensação de que faltava algo.
David Cronenberg tem talento
Marcas da Violência, 2005
David Cronenberg
Não pretendo fazer um resumo da história pois isso estragaria várias "surpresas" que acontecem no decorrer do filme. Não se tratam de reviravoltas espetaculares, mas sim de pessoas tomando decisões diferentes das que tomariam normalmente. Quero apenas apresentar alguns dos motivos que me fizeram gostar bastante do que vi.

Marcas da Violência, como o titulo dá a entender, é um sem dúvida um filme violento. Mas não temos aqui uma violência estilizada ou glamourosa e sim algo que parece ser real, o que aumenta muito a brutalidade das cenas e a proximidade delas com o mundo que nos cerca. A fotografia é basicamente feita por cores frias, combinando perfeitamente com o clima pesado de todo o filme.

Sem nenhum mecanismo feito para enrolar e aumentar a duração, este fimle de David Cronenberg vai sempre direto ao ponto. Todas as cenas e todos os diálogos tem a sua importância. É um filme que tem uma excelente progressão. A história toma um rumo diferente do que imaginamos, mas nada que soe forçado. Em Marcas da Violência, ao contrário da maioria dos filmes, quando o "herói" tem uma arma apontada pra cabeça do seu desafeto ele não hesita, não pensa duas vezes antes de fazer o que deve ser feito.

Apesar do assunto vingança fazer parte do filme, ele não é sobre isso. Ele tem um lado mais profundo, principalmente devido ao personagem Tom Stall. Interpretado competentemente por Viggo Mortensen, o personagem não nos dá muita brecha para termos um envolvimento emocional mais intenso com as situações vividas por ele, ficamos sim num tipo de distanciamento respeitoso. De qualquer forma, é intrigante a sua história pessoal. Ele passa a idéia de que por mais que façamos de tudo para enterrar certos acontecimentos do passado, o passado nunca nos esquece, e quando damos uma chance para ele retornar, ele retorna, para o bem ou para o mal.
Nota: 79
David Cronenberg
Não pretendo fazer um resumo da história pois isso estragaria várias "surpresas" que acontecem no decorrer do filme. Não se tratam de reviravoltas espetaculares, mas sim de pessoas tomando decisões diferentes das que tomariam normalmente. Quero apenas apresentar alguns dos motivos que me fizeram gostar bastante do que vi.

Marcas da Violência, como o titulo dá a entender, é um sem dúvida um filme violento. Mas não temos aqui uma violência estilizada ou glamourosa e sim algo que parece ser real, o que aumenta muito a brutalidade das cenas e a proximidade delas com o mundo que nos cerca. A fotografia é basicamente feita por cores frias, combinando perfeitamente com o clima pesado de todo o filme.

Sem nenhum mecanismo feito para enrolar e aumentar a duração, este fimle de David Cronenberg vai sempre direto ao ponto. Todas as cenas e todos os diálogos tem a sua importância. É um filme que tem uma excelente progressão. A história toma um rumo diferente do que imaginamos, mas nada que soe forçado. Em Marcas da Violência, ao contrário da maioria dos filmes, quando o "herói" tem uma arma apontada pra cabeça do seu desafeto ele não hesita, não pensa duas vezes antes de fazer o que deve ser feito.

Apesar do assunto vingança fazer parte do filme, ele não é sobre isso. Ele tem um lado mais profundo, principalmente devido ao personagem Tom Stall. Interpretado competentemente por Viggo Mortensen, o personagem não nos dá muita brecha para termos um envolvimento emocional mais intenso com as situações vividas por ele, ficamos sim num tipo de distanciamento respeitoso. De qualquer forma, é intrigante a sua história pessoal. Ele passa a idéia de que por mais que façamos de tudo para enterrar certos acontecimentos do passado, o passado nunca nos esquece, e quando damos uma chance para ele retornar, ele retorna, para o bem ou para o mal.
Nota: 79
28.4.07
Dobradinha!
Deja Vu, 2006
Tony Scott
A carreira do cineasta Tony Scott é marcada por mais erros do que acertos. A maioria de seus filmes são totalmente dispensáveis, daqueles tipos que não temos vontade de assistir mais do que uma vez. Geralmente os roteiros que ele utiliza não são dos melhores, cheios de furos, reviravoltas forçadas e finais que conseguimos desvendar facilmente. Apesar desses seus defeitos, Tony Scott é um diretor que frequentemente sabe o que faz. Sua técnica é muito boa, filmando sempre com segurança e muita sobriedade, sem exagerar em exercícios de estilo(vamos esquecer de Domino e Chamas da Vingança), o que colabora para que seus filmes sempre tenham um ritmo bom, jamais entediando o público. Basicamente, isso tudo resume uma parte do seu mais novo trabalho, Deja Vu.
O filme começa tragicamente impactante. A cidade de New Orleans, que ainda lutava para superar a passagem do furacão Katrina, agora é alvo de um atentado terrorista numa balsa, que acaba gerando 543 mortes. Apartir dai se inicia uma investigação para descobrir o culpado. Mas o que parece ser um filme policial comum, acaba se transformando num science-fiction-wannabe, com a introdução na investigação de um "aparelho" capaz de captar imagens perfeitamente nítidas em todos os ângulos possíveis dentro da cidade, só que as imagens vêm com um atraso de 4 dias. Ok, com muita tecnologia isso seria possível, tudo bem. O problema é que esse tal aparelho também pode servir como um tipo de máquina do tempo. Ok, denovo, cinema pra mim é liberdade, mas o que não pode acontecer é um filme querer fazer o espectador de burro, e é exatamente isso que Deja Vu faz. É inegavel que ele se inspirou pelo menos um pouco em Minority Report, mas ele não passa de um primo pobre do filme de Spielberg.
Pelo menos não temos aqui cenas de ação gratuitas, o filme é mais focado na história, pena que é uma história que não empolga, que parece ser original, mas na verdade não é. É, sim, uma mistura de certos elementos de filmes muito melhores.
Quando se trata da parte técnica, como eu já disse no ínicio, Tony Scott quase sempre se sai bem e aqui não foi diferente. Mas num aspecto mais humano da coisa, no caso, as atuações, não há nenhum destaque. Não que os atores estejam ruins, mas é que o roteiro não da oportunidade pra que ninguém se sobressaia.
Se o filme deixasse de lado a baboseira pseudo-cientifica e centrasse mais a história nas investigações normais, desenvolvendo melhor os motivos que levaram o terrorista a cometer o crime e se importando mais com o sofrimento da comunidade de New Orleans poderiamos ter algo significativamente melhor.
Nota: 51
Blade Runner, 1982
Ridley Scott
Há uns 5 anos quando se falava em Blade Runner sempre me vinha a cabeça algo como: "Uma das melhores ficções de todos os tempos" ou "Um dos grandes filmes do cinema". Eis então que decidi assisti-lo e acabei me decepcionando muito naquela época. Pra mim não passava de um filme com belos cenários-feios, porém um tanto quanto chato. Agora, com 20 anos, vi novamente. Minha impressão foi MUITO melhor, mas de qualquer forma, não posso deixar de acha-lo superestimado.
Pois bem, muitos consideram Blade Runner um filme-noir, e ele de fato tem elementos que o fazem pertencer, pelo menos um pouco, a este estilo. Se não, vejamos: O noir é mais um estilo visual e narrativo do que um gênero propriamente dito. Fortemente influenciados pelo expressionismo alemão, os filmes noir geralmente apresentam nas suas tramas investigações policias, assassinatos, personagens femininos importantes, tudo isso ambientado em cidades caóticas, sujas e escuras e carregados com certo niilismo(filosofia que prega que não há sentido para a vida). Blade Runner realmente tem muito disso.
Num primeiro momento o que chama mais a atenção no filme é, sem dúvida, o aspecto visual. Ridley Scott cria uma Los Angeles futuristica - o ano é 2019 -, densamente povoada, suja, com carros voadores, muitas luzes, propagandas... É nesse cenário desordenadamente belo que residem os Replicantes - criações humanas que têm a tarefa de colonizar planetas perigosos, mas que através de um motim se tornaram livres, o que os transforma em alvos dos Caçadores de Androides, cujos objetivo é eliminar qualquer um Replicante que esteja na Terra-.
A tarefa para ir atrás desses Replicantes-fugitivos que estão na Terra cabe a Deckard, considerado o melhor caçador de andróides em atividade. O que poderia se transformar num filme de ação, cheio de perseguições, com a luta cliche entre o bem e o mal, acaba ganhando mais profundidade do que o esperado. O filme é cheio de referencias religiosas e faz um verdadeiro estudo sobre o que a vida representa. No final das contas acabamos nos importando mais com o "vilão" do que com o "mocinho", já que este é muito mal desenvolvido e Harrison Ford não demostrou carisma suficiente.
De qualquer forma, toda a atmosfera tech-noir do filme me conquistou, talvez eu o veja novamente um dia desses, assim quem sabe eu consiga captar mais coisas e aumentar a sua nota.
Nota: 81
Tony Scott
A carreira do cineasta Tony Scott é marcada por mais erros do que acertos. A maioria de seus filmes são totalmente dispensáveis, daqueles tipos que não temos vontade de assistir mais do que uma vez. Geralmente os roteiros que ele utiliza não são dos melhores, cheios de furos, reviravoltas forçadas e finais que conseguimos desvendar facilmente. Apesar desses seus defeitos, Tony Scott é um diretor que frequentemente sabe o que faz. Sua técnica é muito boa, filmando sempre com segurança e muita sobriedade, sem exagerar em exercícios de estilo(vamos esquecer de Domino e Chamas da Vingança), o que colabora para que seus filmes sempre tenham um ritmo bom, jamais entediando o público. Basicamente, isso tudo resume uma parte do seu mais novo trabalho, Deja Vu.
O filme começa tragicamente impactante. A cidade de New Orleans, que ainda lutava para superar a passagem do furacão Katrina, agora é alvo de um atentado terrorista numa balsa, que acaba gerando 543 mortes. Apartir dai se inicia uma investigação para descobrir o culpado. Mas o que parece ser um filme policial comum, acaba se transformando num science-fiction-wannabe, com a introdução na investigação de um "aparelho" capaz de captar imagens perfeitamente nítidas em todos os ângulos possíveis dentro da cidade, só que as imagens vêm com um atraso de 4 dias. Ok, com muita tecnologia isso seria possível, tudo bem. O problema é que esse tal aparelho também pode servir como um tipo de máquina do tempo. Ok, denovo, cinema pra mim é liberdade, mas o que não pode acontecer é um filme querer fazer o espectador de burro, e é exatamente isso que Deja Vu faz. É inegavel que ele se inspirou pelo menos um pouco em Minority Report, mas ele não passa de um primo pobre do filme de Spielberg.
Pelo menos não temos aqui cenas de ação gratuitas, o filme é mais focado na história, pena que é uma história que não empolga, que parece ser original, mas na verdade não é. É, sim, uma mistura de certos elementos de filmes muito melhores.
Quando se trata da parte técnica, como eu já disse no ínicio, Tony Scott quase sempre se sai bem e aqui não foi diferente. Mas num aspecto mais humano da coisa, no caso, as atuações, não há nenhum destaque. Não que os atores estejam ruins, mas é que o roteiro não da oportunidade pra que ninguém se sobressaia.
Se o filme deixasse de lado a baboseira pseudo-cientifica e centrasse mais a história nas investigações normais, desenvolvendo melhor os motivos que levaram o terrorista a cometer o crime e se importando mais com o sofrimento da comunidade de New Orleans poderiamos ter algo significativamente melhor.
Nota: 51
Blade Runner, 1982
Ridley Scott
Há uns 5 anos quando se falava em Blade Runner sempre me vinha a cabeça algo como: "Uma das melhores ficções de todos os tempos" ou "Um dos grandes filmes do cinema". Eis então que decidi assisti-lo e acabei me decepcionando muito naquela época. Pra mim não passava de um filme com belos cenários-feios, porém um tanto quanto chato. Agora, com 20 anos, vi novamente. Minha impressão foi MUITO melhor, mas de qualquer forma, não posso deixar de acha-lo superestimado.
Pois bem, muitos consideram Blade Runner um filme-noir, e ele de fato tem elementos que o fazem pertencer, pelo menos um pouco, a este estilo. Se não, vejamos: O noir é mais um estilo visual e narrativo do que um gênero propriamente dito. Fortemente influenciados pelo expressionismo alemão, os filmes noir geralmente apresentam nas suas tramas investigações policias, assassinatos, personagens femininos importantes, tudo isso ambientado em cidades caóticas, sujas e escuras e carregados com certo niilismo(filosofia que prega que não há sentido para a vida). Blade Runner realmente tem muito disso.
Num primeiro momento o que chama mais a atenção no filme é, sem dúvida, o aspecto visual. Ridley Scott cria uma Los Angeles futuristica - o ano é 2019 -, densamente povoada, suja, com carros voadores, muitas luzes, propagandas... É nesse cenário desordenadamente belo que residem os Replicantes - criações humanas que têm a tarefa de colonizar planetas perigosos, mas que através de um motim se tornaram livres, o que os transforma em alvos dos Caçadores de Androides, cujos objetivo é eliminar qualquer um Replicante que esteja na Terra-.
A tarefa para ir atrás desses Replicantes-fugitivos que estão na Terra cabe a Deckard, considerado o melhor caçador de andróides em atividade. O que poderia se transformar num filme de ação, cheio de perseguições, com a luta cliche entre o bem e o mal, acaba ganhando mais profundidade do que o esperado. O filme é cheio de referencias religiosas e faz um verdadeiro estudo sobre o que a vida representa. No final das contas acabamos nos importando mais com o "vilão" do que com o "mocinho", já que este é muito mal desenvolvido e Harrison Ford não demostrou carisma suficiente.
De qualquer forma, toda a atmosfera tech-noir do filme me conquistou, talvez eu o veja novamente um dia desses, assim quem sabe eu consiga captar mais coisas e aumentar a sua nota.
Nota: 81
24.4.07
antes tarde do q nunca, top 10 2006
Os melhores e piores de 2006.
MELHORES FILMES
1. Pequena Miss-Sunshine
2. Filhos da Esperança
3. Apocalypto
4. O Último Rei da Escócia
5. A Fonte da Vida
6. Cartas de Iwo Jimma
7. Miami Vice
8. Babel
9. A Máquina
10. O Caminho Para Guantamano
PIORES FILMES (do pior para o menos pior)
1. A Noite do Terror
2. A Dama na Água
3. A Casa do Lago
4. A Ciência do Sono
5. A Premonição 3
MELHORES DIRETORES
1. Alfonso Cuaron - Filhos da Esperança
2. Clint Eastwood - Cartas de Iwo Jimma
3. Martin Scrosese - Os Infiltrados
4. Darren Aronofsky - A Fonte da Vida
5. Tom Tykwer - Perfume
MELHORES ATORES
1. Forest Whitaker - O Último Rei da Escócia
2. Will Smith - A Procura da Felicidade
3. Ryan Gosling - Half Nelson
4. Leonardo DiCaprio - Diamantes de Sangue
5. James McAvoy - O Último Rei da Escócia
MELHORES ATRIZES
1. Hellen Mirren - A Rainha
2. Meryl Streep - O Diabo Veste Prada
3. Kate Winslet - Pecados Intimos
4. Penélope Cruz - Volver
5. Adriana Barraza - Babel
MELHORES FILMES
1. Pequena Miss-Sunshine
2. Filhos da Esperança
3. Apocalypto
4. O Último Rei da Escócia
5. A Fonte da Vida
6. Cartas de Iwo Jimma
7. Miami Vice
8. Babel
9. A Máquina
10. O Caminho Para Guantamano
PIORES FILMES (do pior para o menos pior)
1. A Noite do Terror
2. A Dama na Água
3. A Casa do Lago
4. A Ciência do Sono
5. A Premonição 3
MELHORES DIRETORES
1. Alfonso Cuaron - Filhos da Esperança
2. Clint Eastwood - Cartas de Iwo Jimma
3. Martin Scrosese - Os Infiltrados
4. Darren Aronofsky - A Fonte da Vida
5. Tom Tykwer - Perfume
MELHORES ATORES
1. Forest Whitaker - O Último Rei da Escócia
2. Will Smith - A Procura da Felicidade
3. Ryan Gosling - Half Nelson
4. Leonardo DiCaprio - Diamantes de Sangue
5. James McAvoy - O Último Rei da Escócia
MELHORES ATRIZES
1. Hellen Mirren - A Rainha
2. Meryl Streep - O Diabo Veste Prada
3. Kate Winslet - Pecados Intimos
4. Penélope Cruz - Volver
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