27.10.08

review: transsiberian

Transsiberian

Dessa vez o diretor Brad Anderson não realizou um filme inteligente com reviravoltas surpreendetes como O Maquinista, mas é um suspense que consegue nos manter focados na história e preocupado com o futuro dos personagens.

Ele nos faz pensar duas vezes antes de fazer uma viagem de trem entre a china e a Russia. Como assuntos secundários, temos um lance de traição e de alcoolismo, que são interessantes. Pena que o final não conseguiu manter o bom nível do resto do filme. Parece que ele foi feito na pressa.

19.9.08

O Incrível Hulk

2008
Loius Leterrier

Acredito que não era necessário mais um filme do Hulk apenas 5 anos depois do belo e incompreendido trabalho de Ang Lee, mas de qualquer forma o filme foi feito e obteve um resultado satisfatório.

Quem espera cenas de ação empolgante vai gostar bastante do que vê. Não que o filme apresente algo que não vimos anteriormente, mas os embates de Hulk com os soldados e com um certo vilão são frenéticos na medida certa e o legal é que sentimos que ele PODE se machucar, ainda que sua força seja descomunal.

Infelizmente o contexto em que tais cenas acontecem é extremamente repetitivo, ficando basicamente um filme de gato e rato sem uma evolução significativa.

Teriamos um resultado melhor se o embate psicológico de Bruce Banner fosse mais e melhor trabalhado e se escolhessem uma atriz com mais qualidade do que a Liv Tyler, que não funcionou dessa vez.

28.7.08

John Rambo

2008
Sylvester Stallone




Acabo de assistir ao quarto filme do Rambo e estou impressionado. Sim, impressionado. John Rambo ou Rambo IV é um filme cuja história é uma simples desculpa para que o prato principal seja servido: ação temperada com violência. Ou seria violência temperada com ação?

John Rambo trabalha numa floresta capturando cobras, para que elas sejam usadas num tipo de luta entre homem e cobra. Tudo parece normal até que ele recebe a visita de um grupo de pessoas que quer visitar um local assolado por uma guerra/genocídio e tentar fazer algo pelos oprimidos.

Pois é. Se você for pensar bem, quem em sã consciência iria prum lugar daqueles? Só em Rambo mesmo.

Como falei, foi uma maneira idiota e um tanto ingênua para que o motivo que é a razão de existir do filme se sobressaia: SANGUE.

E o incrível é que ele funciona muito bem. Não dá pra esperar um desenvolvimento de personagens ou do enredo em si, nem um certo estudo psicológico do Rambo como foi feito no primeiro filme da série. Temos aqui ação desenfreada e uma violência bem realista e que chega até a incomodar, no bom sentido. O filme voa porque Stallone mostra muita competência para filmar cenas de batalhas e de perseguição.

Se você quer ver um filme que cumpre o que promete e cujo clímax é um cabeludo forte atirando pra todos os lados atrás de uma arma extremamente poderosa... sirva-se!

Nota: 74

23.7.08

review: the dark knight

The Dark Knight, 2008
Cristopher Nolan




O hype ao redor do novo filme do Batman elevou minhas expectativas, que, devo dizer, já estavam altas devido a bela nova-introdução que foi feita ao personagem em Batman Begins. A boa notícia é que ele corresponde a maioria das expectativas, a ruim é que não estamos diante de um Poderoso Chefão 2, como li em algumas críticas. Calma! O filme é foda, está entre as melhores adaptações de HQs da história do cinema, mas não é uma obra-prima.


Primeiro quero escrever sobre as coisas de que gostei, que não são poucas. Heath Ledger está sinistramente fantástico como o coringa. Toda a repercussão em torno da sua atuação não foi exagero. Seria justo que o filme se chamasse THE JOKER, pois é este o personagem que melhor representa toda a violência e a desesperança que são assuntos centrais de The Dark Knight. A atuação dele é algo magnifico. Heath Ledger utiliza certos os maneirismos como movimentar a lingua à la T-BEG de Prision Break para deixar o personagem mais fascinante ainda.

Há algo no Coringa que me faz lembrar do John Doe de Seven e do Ben do Lost, o que só pode ser algo bom, não é mesmo?


Gotham City é basicamente uma representação fiel de qualquer grande cidade do mundo. Corrupção e violência andam de mãos dadas e parece não haver volta. Parece que tudo vai ficar pior. A população clama por um herói, mas como é dito no filme, não um herói que a cidade merece, mas um que a cidade precisa. Nem sempre isso está representado na mesma pessoa.

Eis um assunto contemporâneo, o que nos aproxima e muito dos acontecimentos do filme. Vemos nossas grandes cidades serem retratadas de uma maneira praticamente fiel em Gotham City. Infelizmente não temos um Batman por essas bandas e nem um Harvy Dent.



As cenas de ação poderiam ter sido trabalhadas de uma forma mais interessante. Temos sim sequências empolgantes, mas que parecem se tornar um tanto repetitivas e barulhentas demais. Gosto de coisas mais elegantes, como Operação França, ou que me deixem com um nivel de adrenalina insuportável, como toda a trilogoa Bourne.


Enfim, The Dark Knight realmente deve ser chamado de uma CRIME-SAGA. O Coringa é o SCARFACE, é o Darth Vader...

Interessante que não sabemos como ele surge e nem o que o motiva a cometer seus crimes. Dinheiro não é. Ele quer criar o caos... ele quer provar que o ser-humano é mau por essência, quer provar que todos podem ser corrompidos, até mesmo os mais improvavéis de serem.

Nota: 85

22.7.08

mini-review: sleuth e outras coisas

* SLEUTH (2007)
No começo o filme me pareceu estranho demais, mas aos poucos fui me adaptando e não demorou muito eu já estava gostando de praticamente tudo o que eu via. O diretor mostra bastante competência ao trabalhar com planos inusitados, além de criar uma atmosfera que nos distancia emocionalmente dos dois personagens, algo que achei essencial para aproveitar melhor tudo o que acontece.

No filme temos apenas dois personagens e muito diálogo. A sorte é que é um diálogo muito bem feito, capaz de nos manter ligado pelos 90 minutos. Esses dois personagenz fazem um jogo do tipo gato e rato, um quer foder psicologicamente o outro.O legal é descobrir qual dos dois é o mais capacitado para iludir e atordoar o adversário.

A primeira parte do filme é fantástica, mas depois ele vai decaindo... até chegar no seu insatisfatório final. Um filme um tanto "pointless", mas que vale pelas atuações, pelo diálogo e pela primeira parte.

Nota: 76

review: cleaner

Cleaner, 2007
Renny Harlin


Poderia ser um bom filme, mas péssimas escolhas e uma certa preguiça fazem esse filme não ser nada mais do que mediocre. Há uma premissa bem interessante e original. Tom Cutler possui um trabalho pouco ortodoxo. Ele tem uma empresa cuja função é limpar toda a sujeira, leia-se sangue, que fica espalhada pelas casas após uma morte um pouco mais violenta. Legal, não? O mais legal é ver Tom Cutler fazendo o seu trabalho. Ele é um cara extremamente metódico e passamos a admira-lo por isso.

Se o filme se concentrasse mais nos seus trabalhos, poderia ter tido um resultado melhor. Ocorre que ele é contratado pra fazer um serviço que está cercado por um mistério. Bom, era inevitável que o roteiro surgisse com algo desse tipo, mas a sua resolução é tão previsível que não da pra acreditar que é verdade. Faltou empenho de trabalhar melhores idéias. As reviravoltas que acontecessem tb são toscas e fogem totalmente da realidade do filme e do seus personagens.

A direção até que é boa. O diretor gosta brincar com as técnicas cinematógraficas, criando cenas
de relativa qualidade, mas que pecam por não ter nenhum propósito, a não ser um mero exercício de estilo.

21.7.08

review: we own the night

Os Donos da Noite, 2007
James Gray



Este é um filme que ficou um tanto esquecido no meio de tanta coisa boa que surgiu em 2007. É uma pena, pois é um grande filme. Não que ele traga algum tipo de novidade para os filmes policiais e de crimes, mas ele possui um bom roteiro que ganhou vida de uma maneira muito competente, graças ao trabalho do diretor James Gray e da atuação de 3 excelentes atores: Robert Duval, Mark Wahlberg e Joaquin Phoenix.

Robert Duval é um chefe de policia extremamente respeitado. Seu filho Joe segue seus passsos dentro do departamento de policia, o que é um motivo de grande orgulho. Já seu outro filho, Bobby, é gerente de uma casa noturna, o que desagrada o seu pai.

Ocorre que um traficante perigoso decide agir justamente na casa noturna na qual Bobby trabalha e Joe quer fazer de tudo para prender o bandido.

O filme tem um clima pesado, nos somos capazes de sentir a insegurança que cerca praticamente todos os personagens. Qualquer passo em falso pode representar a morte. Ha uma cena de perseguição fantástica, na chuva, num dia extremamente cinzento. O diretor não utiliza uma trilha sonora convencional, barulhenta, mas aposta em sons não muito usuais e baixos, que acabam criando um impacto fantástico.

Alem dessa cena, o que mais chama atenção no filme é essa relação entre a família. O pai, ao mesmo tempo critico e protetor e os irmãos. Que apesar de discordarem de várias coisas, de brigarem, xingarem uns aos outros, sabem que são sangue do mesmo sangue e que o sentimento que os liga é muito forte. James Gray foi muito feliz ao tratar disso de uma maneira extremamente comovente e realista.

Tirando uma reviravolta que não condiz muito com a personalidade de certo personagem, não vejo falhas no filme. Vejo apenas que ele poderia ter sido ainda melhor.

Nota: 88