Woody Allen está numa boa safra de filmes desde Match Point. Em Vicky Cristina Barcelona ele conta uma história sobre o amor e suas várias facetas. Há um triângulo amoroso, há duas personagens que acham que tem um bom auto-conhecimento, mas que estão prestes a descobrir que as coisas não são bem assim. Javier Barden interpreta Juan Antonio, um pintor que vai direto ao ponto em relação as mulheres e que é responsável pelos melhores diálogos do filme.
O que já era bom, fica melhor com o aparecimento da personagem de Penelope Cruz, que a cada filme mostra estar melhor. É evidente que é um assunto bem batido, mas ele é trabalhado de uma forma bem interessante e relativamente original. O filme impulsiona reflexões sobre a diferença de amor e paixão e a rotina e os arrependimentos que podem surgir a partir de um amor não muito bem compreendido.
Woody Allen aproveita para encher o roteiro com o seu humor característico, que se você não achar ofensivo, vai te fazer rir. Além disso, ele nos brinda com um pouco da cultura espanhola, com músicas típicas de Paco de Lucia, as arquiteturas de Gaundi e certos aspectos do dia a dia de Barcelona, como o fato de tudo fechar muito tarde. Bom que tudo isso não é um mero cartão postal da cidade e sim aspectos que influenciam os personagens e as situações nas quais eles se encontram, na maioria das vezes.
Faltou um final impactante como o de Match Point, com toda aquela analogia entre a vida e uma partida de tênis, além de um tempero a base de Dostoievski... mas aí era pedir demais.
7.1.09
18.12.08
review: Hellboy 2
Hellboy 2: The Golden Army
ano: 2008
direção: Guillermo del Toro
roteiro: Guillermo del Toro
- Suck my ectoplasmic Schwanzstücke! !

É, nosso herói endiabrado está de volta e em meio a ótimas adaptações dos quadrinhos, como Batman e Iron Man, Hellboy faz bonito e fica praticamente no mesmo nível deles. Um dos motivos que faz Hellboy ser tão legal é que o diretor Guillermo del Toro nunca perde as chances de humanizar o vermelhão, principalmente quando o assunto é Liz, o seu grande amor.
Geralmente os enredos de filmes desse tipo são apenas desculpas para apresentar um vilão e um potencial confronto dele com o herói. Hellboy 2 segue esse princípio, mas ele se destaca por adicionar subtramas interessantes que se relacionam e enriquecem tal enredo. Nem sempre essas subtramas são originais, como a já batida situação na qual temos um herói que acaba sendo visto como um problema para a sociedade e não como a solução. Deixando esse deslize de lado, podemos nos encantar com Abe e Hellboy afogando as máguas em latinhas de tecate e ao som de músicas melosas. É extremamente divertido ver dois heróis fazendo coisas de humanos.
Claro que a ação é importante e Guillermo del Toro mostra competência ao criar cenas empolgantes. Às vezes vemos em alguns filmes um monte de bombas explodindo, pessoas correndo, perseguições e tudo parece uma zona, o que acaba ficando chato. Isso não acontece aqui. Hellboy 2 passa muito rápido e as cenas de ação colaboram para isso.
O filme até possibilita uma discussão filosófica: Devemos destruir agora algo que PODE fazer um grande mal no futuro? É de se pensar.
Ah, sim... também vai um grande destaque para um novo "herói". Um semi-robo com um sotaque alemão bem engraçado. Certamente ele é o responsável pelos melhores momentos de humor do filme.
ano: 2008
direção: Guillermo del Toro
roteiro: Guillermo del Toro
- Suck my ectoplasmic Schwanzstücke! !

É, nosso herói endiabrado está de volta e em meio a ótimas adaptações dos quadrinhos, como Batman e Iron Man, Hellboy faz bonito e fica praticamente no mesmo nível deles. Um dos motivos que faz Hellboy ser tão legal é que o diretor Guillermo del Toro nunca perde as chances de humanizar o vermelhão, principalmente quando o assunto é Liz, o seu grande amor.
Geralmente os enredos de filmes desse tipo são apenas desculpas para apresentar um vilão e um potencial confronto dele com o herói. Hellboy 2 segue esse princípio, mas ele se destaca por adicionar subtramas interessantes que se relacionam e enriquecem tal enredo. Nem sempre essas subtramas são originais, como a já batida situação na qual temos um herói que acaba sendo visto como um problema para a sociedade e não como a solução. Deixando esse deslize de lado, podemos nos encantar com Abe e Hellboy afogando as máguas em latinhas de tecate e ao som de músicas melosas. É extremamente divertido ver dois heróis fazendo coisas de humanos.
Claro que a ação é importante e Guillermo del Toro mostra competência ao criar cenas empolgantes. Às vezes vemos em alguns filmes um monte de bombas explodindo, pessoas correndo, perseguições e tudo parece uma zona, o que acaba ficando chato. Isso não acontece aqui. Hellboy 2 passa muito rápido e as cenas de ação colaboram para isso.
O filme até possibilita uma discussão filosófica: Devemos destruir agora algo que PODE fazer um grande mal no futuro? É de se pensar.
Ah, sim... também vai um grande destaque para um novo "herói". Um semi-robo com um sotaque alemão bem engraçado. Certamente ele é o responsável pelos melhores momentos de humor do filme.
13.12.08
pseudo-review: Os estranhos
.:... Os Estranhos
Ano: 2008
Direção: Bryan Bertino
Se você não se importar muito com certos clichês do gênero, você pode considerar Os Estranhos uma boa experiência de suspense, terror e até mesmo de um soft-gore.
Kristen e James estão voltando de uma festa de casamento lá pelas 3 e pouco da manhã e logo percebemos que alguma coisa aconteceu entre eles, já que Kristen está triste, com lágrimas escorrendo pelos olhos e com um cigarro na boca.
Uma vez dentro da casa, - que obviamente fica no meio do nada -, o clima entre o casal não melhora e aos poucos vamos compreendendo o por que. É, um pouco de desenvolvimento dos personagens não faz mal a ninguém. Mesmo sendo pouca coisa, já ajuda o público a criar uma certa empatia por eles.
Sabemos de antemão que se trata de um filme de terror e ficamos só esperando os sustos começarem. Aliás, isso é algo que eu realmente gosto.
Não demora muito e ouvimos uma batidada na porta. No meio do nada, às 4 da manhã... não pode ser algo bom, certo?
A partir dai que tudo começa. O bom do filme é que ele consegue criar uma atmosfera claustrofóbica e assustadora que aumenta aos poucos através de pequenas coisas, como batidas na porta, objetos que "mudam" de lugar e é claro, pessoas com máscaras que ficam em ângulos cujos personagens não conseguem enxergar, mas nós sim!
Pena que ele perde um pouco da força quando começa a ficar um pouco repetitivo, quando se entrega a sustos fáceis e ao chegar num desfecho que tem o claro objetivo de deixar a porta aberta para sequências.
Os Estranhos consegue assustar pois nada do que acontece soa forçado(mão muito, pelo menos). É algo que poderia acontecer com qualquer um, já que é um filme que não usa do sobrenatural para meter medo e sim de uma das coisas mais violentas e incompreensíves do mundo: o ser humano.
Ano: 2008
Direção: Bryan Bertino
Se você não se importar muito com certos clichês do gênero, você pode considerar Os Estranhos uma boa experiência de suspense, terror e até mesmo de um soft-gore.
Kristen e James estão voltando de uma festa de casamento lá pelas 3 e pouco da manhã e logo percebemos que alguma coisa aconteceu entre eles, já que Kristen está triste, com lágrimas escorrendo pelos olhos e com um cigarro na boca.
Uma vez dentro da casa, - que obviamente fica no meio do nada -, o clima entre o casal não melhora e aos poucos vamos compreendendo o por que. É, um pouco de desenvolvimento dos personagens não faz mal a ninguém. Mesmo sendo pouca coisa, já ajuda o público a criar uma certa empatia por eles.
Sabemos de antemão que se trata de um filme de terror e ficamos só esperando os sustos começarem. Aliás, isso é algo que eu realmente gosto.
Não demora muito e ouvimos uma batidada na porta. No meio do nada, às 4 da manhã... não pode ser algo bom, certo?
A partir dai que tudo começa. O bom do filme é que ele consegue criar uma atmosfera claustrofóbica e assustadora que aumenta aos poucos através de pequenas coisas, como batidas na porta, objetos que "mudam" de lugar e é claro, pessoas com máscaras que ficam em ângulos cujos personagens não conseguem enxergar, mas nós sim!
Pena que ele perde um pouco da força quando começa a ficar um pouco repetitivo, quando se entrega a sustos fáceis e ao chegar num desfecho que tem o claro objetivo de deixar a porta aberta para sequências.
Os Estranhos consegue assustar pois nada do que acontece soa forçado(mão muito, pelo menos). É algo que poderia acontecer com qualquer um, já que é um filme que não usa do sobrenatural para meter medo e sim de uma das coisas mais violentas e incompreensíves do mundo: o ser humano.
2.12.08
braindead, children of huang shi, henry
Agora que tô de férias a idéia é atualizar esse blog com mais frequência. Não que eu ache que tenha alguém acompanhado isso aqui, obviamente.
Vi alguns filmes ultimamente e decidi falar sobre três. Vejamos.
The Children of Huang Shi, 2008
Roger Spottiswoode

Esse filme tem uma temática a lá sessão da tarde, realmente é uma história pouco original, que ficamos com a impressão de já ter visto em algum outro lugar. O filme é baseado em fatos reais e conta a história de George Hogg, um jornalista britânico que estava em busca de um furo de reportagem na China invadida pelo Japão no final dos anos 30, mas acabou se tornando um humanitário ao resolver ajudar crianças orfãs que não tinham nada, nem esperança.
Na maioria do tempo é um mamão com açucar bem previsível, porém algumas cenas realmente fortes, a bela fotografia e o bom elenco fazem o filme valer a pena.
Nota: 70
Henry: Retrato de um Serial Killer, 1986
John McNaughton

É realmente um filme estranho e perturbador. A história está resumida nesse título e não há muito o que acrescentar. Henry é um cara que precisa matar, assim como precisa de oxigênio para respirar. A cada 10 minutos vemos Henry comentendo mais um crime, na maioria das vezes com requintes de crueldade. O problema é que as motivações dele jamais são explicadas. Numa conversa entre Henry e um personagem percebemos que a relação dele com a mãe era péssima, só que não temos certeza de que ele está falando a verdade.
Acredito que a idéia não era realmente compreender o assassino, mas apenas mostra-lo. E pra mim esse é o problema do filme.
Nota: 78
Fome Animal, 1992
Peter Jackson

Reza a lenda que quando FOME ANIMAL estreiou na Nova Zelândia saquinhos para vômitos eram distribuidos na entrada dos cinemas. Hoje em dia tais cenas não devem causar medo, arrepios, e sim diversão com certa dose de nojo.
É impressionante a capacidade de Peter Jackson de criar tantas cenas bizarras e difíceis com tão pouco dinheiro. Nunca antes Zumbis foram mortos de formas tão criativas, nojentas e divertidas. E o filme é apenas isso. A história é uma bobagem, assim como as atuações não são das melhores. Porém as decapitações, esquartejamentos e afins são impressionantes e transformaram esse filme num clássico do Trash.
Nota: 80
Vi alguns filmes ultimamente e decidi falar sobre três. Vejamos.
The Children of Huang Shi, 2008
Roger Spottiswoode

Esse filme tem uma temática a lá sessão da tarde, realmente é uma história pouco original, que ficamos com a impressão de já ter visto em algum outro lugar. O filme é baseado em fatos reais e conta a história de George Hogg, um jornalista britânico que estava em busca de um furo de reportagem na China invadida pelo Japão no final dos anos 30, mas acabou se tornando um humanitário ao resolver ajudar crianças orfãs que não tinham nada, nem esperança.
Na maioria do tempo é um mamão com açucar bem previsível, porém algumas cenas realmente fortes, a bela fotografia e o bom elenco fazem o filme valer a pena.
Nota: 70
Henry: Retrato de um Serial Killer, 1986
John McNaughton

É realmente um filme estranho e perturbador. A história está resumida nesse título e não há muito o que acrescentar. Henry é um cara que precisa matar, assim como precisa de oxigênio para respirar. A cada 10 minutos vemos Henry comentendo mais um crime, na maioria das vezes com requintes de crueldade. O problema é que as motivações dele jamais são explicadas. Numa conversa entre Henry e um personagem percebemos que a relação dele com a mãe era péssima, só que não temos certeza de que ele está falando a verdade.
Acredito que a idéia não era realmente compreender o assassino, mas apenas mostra-lo. E pra mim esse é o problema do filme.
Nota: 78
Fome Animal, 1992
Peter Jackson

Reza a lenda que quando FOME ANIMAL estreiou na Nova Zelândia saquinhos para vômitos eram distribuidos na entrada dos cinemas. Hoje em dia tais cenas não devem causar medo, arrepios, e sim diversão com certa dose de nojo.
É impressionante a capacidade de Peter Jackson de criar tantas cenas bizarras e difíceis com tão pouco dinheiro. Nunca antes Zumbis foram mortos de formas tão criativas, nojentas e divertidas. E o filme é apenas isso. A história é uma bobagem, assim como as atuações não são das melhores. Porém as decapitações, esquartejamentos e afins são impressionantes e transformaram esse filme num clássico do Trash.
Nota: 80
9.11.08
Tropic Thunder
2008
Ben Stiller
É sempre bom assistir a um filme cheio de piadas de humor negro, com diálogos cheios de palavrões e com um roteiro que foge do politicamente correto. Tropic Thunder tem essas características, mas o maior atrativo são as críticas feitas a Hollywood em forma de sátira e também as excelentes atuações de Tom Cruise(com uma fisionomia irreconhecível) e de Robert Downey Jr(o renascido).
Existem várias referências nada sutis a grandes filmes de guerra, como Platoon e o Resgate do Soldado Ryan e certas piadas que serão melhor apreciadas por pessoas que entendem um pouco de cinema. Certamente várias passaram desapercebidas por mim, mas as ironias que eu peguei me fizeram rir bastante.
Pena que no final o filme perde por uns momentos o ar sátirico e vira mais ou menos um filme de ação, mas isso não dura muito, ainda bem.
Ben Stiller
É sempre bom assistir a um filme cheio de piadas de humor negro, com diálogos cheios de palavrões e com um roteiro que foge do politicamente correto. Tropic Thunder tem essas características, mas o maior atrativo são as críticas feitas a Hollywood em forma de sátira e também as excelentes atuações de Tom Cruise(com uma fisionomia irreconhecível) e de Robert Downey Jr(o renascido).
Existem várias referências nada sutis a grandes filmes de guerra, como Platoon e o Resgate do Soldado Ryan e certas piadas que serão melhor apreciadas por pessoas que entendem um pouco de cinema. Certamente várias passaram desapercebidas por mim, mas as ironias que eu peguei me fizeram rir bastante.
Pena que no final o filme perde por uns momentos o ar sátirico e vira mais ou menos um filme de ação, mas isso não dura muito, ainda bem.
27.10.08
review: transsiberian
Transsiberian
Dessa vez o diretor Brad Anderson não realizou um filme inteligente com reviravoltas surpreendetes como O Maquinista, mas é um suspense que consegue nos manter focados na história e preocupado com o futuro dos personagens.
Ele nos faz pensar duas vezes antes de fazer uma viagem de trem entre a china e a Russia. Como assuntos secundários, temos um lance de traição e de alcoolismo, que são interessantes. Pena que o final não conseguiu manter o bom nível do resto do filme. Parece que ele foi feito na pressa.
Dessa vez o diretor Brad Anderson não realizou um filme inteligente com reviravoltas surpreendetes como O Maquinista, mas é um suspense que consegue nos manter focados na história e preocupado com o futuro dos personagens.
Ele nos faz pensar duas vezes antes de fazer uma viagem de trem entre a china e a Russia. Como assuntos secundários, temos um lance de traição e de alcoolismo, que são interessantes. Pena que o final não conseguiu manter o bom nível do resto do filme. Parece que ele foi feito na pressa.
19.9.08
O Incrível Hulk
2008
Loius Leterrier
Acredito que não era necessário mais um filme do Hulk apenas 5 anos depois do belo e incompreendido trabalho de Ang Lee, mas de qualquer forma o filme foi feito e obteve um resultado satisfatório.
Quem espera cenas de ação empolgante vai gostar bastante do que vê. Não que o filme apresente algo que não vimos anteriormente, mas os embates de Hulk com os soldados e com um certo vilão são frenéticos na medida certa e o legal é que sentimos que ele PODE se machucar, ainda que sua força seja descomunal.
Infelizmente o contexto em que tais cenas acontecem é extremamente repetitivo, ficando basicamente um filme de gato e rato sem uma evolução significativa.
Teriamos um resultado melhor se o embate psicológico de Bruce Banner fosse mais e melhor trabalhado e se escolhessem uma atriz com mais qualidade do que a Liv Tyler, que não funcionou dessa vez.
Loius Leterrier
Acredito que não era necessário mais um filme do Hulk apenas 5 anos depois do belo e incompreendido trabalho de Ang Lee, mas de qualquer forma o filme foi feito e obteve um resultado satisfatório.
Quem espera cenas de ação empolgante vai gostar bastante do que vê. Não que o filme apresente algo que não vimos anteriormente, mas os embates de Hulk com os soldados e com um certo vilão são frenéticos na medida certa e o legal é que sentimos que ele PODE se machucar, ainda que sua força seja descomunal.
Infelizmente o contexto em que tais cenas acontecem é extremamente repetitivo, ficando basicamente um filme de gato e rato sem uma evolução significativa.
Teriamos um resultado melhor se o embate psicológico de Bruce Banner fosse mais e melhor trabalhado e se escolhessem uma atriz com mais qualidade do que a Liv Tyler, que não funcionou dessa vez.
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